Especial 2013: A América é pinheirense!

Divulgação/Pinheiros

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2013 foi um daqueles anos que entrarão para a história. Um papa renunciou e um cardeal latino-americano assumiu o posto máximo da Igreja Católica pela primeira vez. O mundo se assustou quando um meteorito cair na Rússia e acompanhamos o Brasil fervendo e protestando contra governos, preços altos e corrupção…

Nesta semana, a estrela de Nelson Mandela deixou seu lugar com os homens, mas com ele, fica o ensinamento valioso, que o esporte une as pessoas. E no esporte, 2013 marcou a consagração de LeBron James, antes criticado e agora aclamado pelo mundo do basquete.

Para o Pinheiros/SKY, 2013 já entrou para a história. Restam apenas três partidas neste ano fantástico, não apenas pelo primeiro título internacional, a Liga das Américas, ou da boa participação da Copa Intercontinental diante do poderoso Olympiacos, mas também por ter conseguido bons resultados nos torneios domésticos e ter mantido a equipe em grande nível, incluindo a vinda de seu último reforço, Leandrinho Barbosa, um dos brasileiros de maior sucesso na NBA.

A equipe entrou no ano novo após ficar com o vice-campeonato Paulista em 2012 e de ter conseguido uma boa participação na Liga Sul-Americana, dando ao time uma vaga na Liga das Américas de 2013.

Novo Basquete Brasil

O NBB ainda estava em seu começo, já que em 2012 foram disputadas apenas oito partidas, portanto a classificação do nacional estava totalmente aberta. Após uma maratona de jogos no fim do ano, envolvendo Paulista, Liga Sul-Americana e NBB, os pinheirenses entraram em janeiro para jogar mais uma série exaustiva de jogos, nove ao todo.

A equipe da Capital Paulista conquistou cinco vitórias no mês: Franca em casa, Brasília no Centro-Oeste, Basquete Cearense em Fortaleza, Palmeiras em São Paulo e Tijuca no Rio. Mas sofreu quatro derrotas. Uberlândia, Sorocaba e Bauru em casa e o Flamengo, até então invicto, no Rio de Janeiro.

Divulgação

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Em fevereiro, o time disputou apenas seis partidas e o saldo permaneceu positivo: quatro vitórias e apenas duas derrotas. O time do Jardim Europa ganhou do Palmeiras e do Suzano em casa, e do Vila Velha no Espírito Santo. A quarta vitória foi no Clássico dos Jardins, contra o Paulistano. Os pinheirenses não tiveram sorte contra Limeira, e Minas Tênis.

Com um excelente desempenho na temporada, os pinheirenses Paulinho, Shamell, Smith, Araujo e Rafael Mineiro foram convocados para disputar o Jogo das Estrelas, que aconteceu no primeiro fim de semana de março. A vitória do time brasileiro veio apenas na prorrogação, mas o cestinha do jogo foi o ala/armador Shamell, com 37 pontos, pelo lado dos estrangeiros.

O mês de março também reservou ao Pinheiros sua maior vitória no NBB: 118 x 82 contra Mogi das Cruzes. Simplesmente 11 dos 12 pinheirenses que jogaram marcaram pontos, sendo que cinco chegaram a marcar mais de 10 pontos. Na sequência, vieram mais duas vitórias, contra Basquete Cearense e Tijuca.

JB Anthero

JB Anthero

A essa altura, o Pinheiros já dividia as atenções entre o NBB e a Liga das Américas. No torneio doméstico, derrotas para Bauru, Uberlândia e Franca acabaram distanciando os pinheirenses do G-4, mesmo com os triunfos sobre Flamengo, Brasília e Sorocaba. Assim, o time do Jardim Europa avançou na sexta posição (22 vitórias e 12 derrotas) para os playoffs e enfrentou Limeira nas oitavas-de-final.

De volta ao Brasil após o título da Liga das Américas e exausto com a viagem, o Pinheiros viu o time do interior abrir um perigoso 2 a 0 na série. Mas os pinheirenses mostraram força e venceram o terceiro jogo em casa, o quarto em Limeira em uma virada espetacular no final e fizeram 97 x 77 no quinto jogo, avançando às quartas-de-final.

O adversário era muito conhecido: o Uberlândia. No primeiro jogo, no Pinheiros, vitória dos mineiros. Nos jogos 2 e 3, no Triângulo Mineiro, os pinheirenses viraram a série, mas não conseguiram sacramentar a classificação em casa e na última partida perdeu o jogo apenas no último minuto: 92 x 85.

Foto: Ricardo Bufolin/ECP

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O Uberlândia ainda avançaria até a final, mas acabou perdendo para o Flamengo, que levantou seu segundo título do Novo Basquete Brasil. Os mineiros ficaram com o vice. Em terceiro lugar ficou o Bauru e São José ficou em quarto. Brasília e Pinheiros (que defenderá seu título na Liga das Américas) vieram logo a seguir. Essas equipes conquistaram vaga nos torneios continentais da nova temporada.

Liga das Américas

Classificado via Liga Sul-Americana graças ao arremesso milagroso de Paulinho Boracini no estouro do relógio, o Pinheiros começou a disputa da Liga das Américas no Grupo A, que contava com o Lanus da Argentina, o Osos de Jalisco do México e o Estrellas Orientales, oriundo da Venezuela. E como só havia três grupos no torneio, avançariam os dois líderes e os dois melhores terceiros.

Na estreia, em fevereiro, derrota para o Lanus: 86 x 74, mesmo com os ótimos 26 pontos de Shamell e 23 de Smith. O Pinheiros se recuperou ao bater o Osos por 84 x 75 e avançou para a fase seguinte ao atropelar o Estrellas: 121 x 70. O time ficou em terceiro pelos critérios de desempate.

Na fase semifinal, reedição do encontro com o Lanus. O grupo ainda contava com o Flamengo e com o Mavort, do Equador. Na estreia contra os cariocas, partida perfeita, 31 pontos de Smith e o Pinheiros fiz 88 x 85 após um grande primeiro tempo. Na segunda partida, o reencontro com o algoz da primeira fase, e o resultado foi o mesmo: vitória dos argentinos, desta vez por 72 x 87. A classificação para a final veio na vitória de 82 x 80 contra o time do Equador.

O Final Four estava marcado para Porto Rico e contaria com Pinheiros, Brasília, Lanus e Capitanes de Arecibo, o time da casa. E estreia, no dia 11 de abril, os pinheirenses bateram o Capitanes em um ótimo 88 a 76, com destaque para os 23 pontos de Shamell e os 17 de Rafael Mineiro e do paraguaio Araujo.

Mas a vitória histórica sobre o Lanus marcaria a grande campanha do Pinheiros. O equilíbrio deu o tom dos três primeiros períodos e, nas costas do Pinheiros, estavam as duas derrotas para o time argentino na Liga das Américas. Em um quarto período perfeito, o time pinheirense despachou o Lanus de forma incrível, vencendo o último quarto por 27 x 14 e o jogo por 82 x 66.

Com duas vitórias em dois jogos, o título estava muito perto das mãos do Pinheiros. Bastava então uma derrota do Brasília para o Capitanes na partida seguinte, mas caso o time brasiliense vencesse, a decisão iria para a última rodada no confronto brasileiro. O Brasília não se encontrou bem e perdeu, tornando o Pinheiros o novo Campeão das Américas com uma partida de antecipação.

Samuel Vélez/FIBA Américas

Samuel Vélez/FIBA Américas

A festa estava decretada! Como os pinheirenses ainda estavam no ginásio assistindo a partida de Brasília, futuro adversário, a festa ocorreu na quadra e na última rodada o time entrou apenas para cumprir tabela e oficializar seu primeiro título internacional. A América é Branca, Azul e Preta! Ainda não se sabia, mas o Pinheiros jogaria para tentar conquistar o mundo.

Samuel Vélez - Fiba Américas

Samuel Vélez – Fiba Américas

No próximo texto veremos as mudanças no elenco pinheirense e uma novidade, a disputa da Copa Intercontinental de Clubes, de volta após 17 anos.

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